Contudo, nem só de pragmatismo barato embasado no arredondamento de números vive o homem. Um país, uma sociedade, ou até um grupo de pessoas vivem e anseiam através dos números. Seja por datas previamente agendadas; eventos megaestruturados marcados para uma data, alguns até mesmo de alcance internacional; anúncios constantes de que o mundo irá acabar, ou talvez piorar depois de uma certa data; números que indicam a quantidade de pessoas de uma passeata, greve, tiroteio, prisão; categoricamente ditados por quem os propriamente criou: o homem.
Macacos não conhecem números, digo macacos porque segundo o criador dos números, são as criaturas que a nós mais se assemelham. Pois então, não sabem contar, calcular ou imaginar um número. Tramitam entre comer para sobreviver e sobreviver para comer, sem maiores indagações. E deixemos o macaco para que não pareça documentário da NatGeo misturado a psicologia de Nôra (zoológico humano).
E mesmo outros seres não conhecendo os números, grande parte de sua pesquisa baseia-se em números obtidos ao longo dos séculos; ou seja, o homem criou, universalizou os números e não conseguiu - ou não quis - que todos utilizassem-nos. E tudo bem se tudo houvesse parado aí, se nada mais fosse falado que não o essencial, as pesquisas e ideias revolucionarias que envolvessem números. Seria relevante e sim, indispensável.
E a complexidade não para por aí. Na realidade atual, a internet e suas ferramentas simulam uma expressiva capacidade de popularização do internauta. Um maravilhoso exemplo disso é o Twitter, que não existiria e nem seria tão instigante se não fosse a existência de números que ditam a popularidade da pessoa que você pretende seguir e consequentemente conhecer, descobrir e dar aquela espiadinha (BBB, rs). E até esse minuto, não divulgaram nada de errado sobre essa utilização dos números. Logo, está claro que foram criados para, além de nos informar e auxiliar no desenvolvimento, entreter. E entretêm demais, jogue Sudoku pra você ver.
Porém, muito além disso, eles acabam nos enlouquecendo. Exemplo que não precisa de maiores explicações: crise financeira.
Quanto à mídia então, o negócio toma proporções catastróficas. Duvido que você me conte de uma chamada do Jornal Nacional que não tenha dito algo relacionado aos números: ou que morreram 4 baleados; ou que o número de deputados a favor do Sarney é 36; que Lindenberg manteve as adolescentes por mais de 100 horas; que o valor do dólar está abaixo de R$2,oo; que Michael Jackson fez mais de 15 cirurgias; etc. Os números alavancam o botão do sensacionalismo: eis um dos pontos prejudiciais à moral deles. E nessa roda de sensacionalismo o número maior de todos é ele, o 1.
É realmente muito chato e tenso pensarmos em um mundo sem números. Como é que James Bond existiria sem a coexistência dos numerais? E como Roland Emmerich faria seu filme ? Como as emissoras de TV brigariam pela audiência sem os números do IBOPE? E olha que esses são fatos sem tanta importância assim para o mundo. Agora tente imaginar o caos que seria se não pudéssemos saber a hora? Aliás, não haveria o conceito de tempo.
Eu não me prendo a isso, mas de uma coisa sei: seria uma antecipação do inferno.
Logo, por mais que não aguentemos previsões apocalípticas - a mais nova é a dos Maia, em que o mundo
Número é universal, não é linguagem nem figura dela, que muda conforme o tempo, o país, a região. Ele é idôneo e governa onde quer que haja um ser pensante. O único problema, que obviamente não será resolvido pelo ser é a dita frase de Itamar Franco - que nesse domingo (28), completou 79 anos -: "Os números não mentem, mas os mentirosos fabricam os números".
E você, vai continuar acreditando que o mundo vai acabar em 2012? Não prefere adiantar? =)

5 comentários:
E tem mais uma coisa, os números existem muito antes de qualquer alfabeto, eles eram utilizados mesmo antes da escrita, como por exemplo para definir o melhor nos jogos da grécia antiga, ou seja, o número 1. Mas é mesmo muito difícil falar sobre coisas que já estão sendo utilizadas pela humanidade sem qualquer questionamento.
Bom texto Zée.
adoro seu blog zé. O jeito que vc escreve deixa o texto gosto de ler, sério!
números sempre foram e sempre serao necessarios e sinonimo, mtas vezes de misterios para nós, pobres seres mortais...
mais o lance de fim dos tempos é tao idiota e sem nexo que fico me perguntando quem é o babaca que fica imaginando todo esse carnaval (o pior é que tem gente que acredita)...
Eder. É verdae, o pior dessas coisas são o enorme númerod e pessoas leigas que acreditam. Números são importantes, mas só são números ¬¬
E aí galera,aqui é Felipe.
Venho aqui fazer um comentário a matéria do Zée. Boa matéria mesmo Zé, mas é que eu acredito em 2012. Tipo acredito que algo pade ocorrer nesta data (21/12/2012), mas não sou daqueles caras que acredita num FIM DO MUNDO, o homem é muito pequeno para saber destes assuntos que só Deus sabe oque pode ocorrer.
Galera participo da AESA (Agencia Espacial Sul Americana), se alguem quiser conversar sobre essa assunto meu MSN é : felipevrosa@hotmail.com ; é isto galera, acho que vc's deveriam acreditar, mesmo que não ocorra nada.
Números são números, mas os números podem dizer várias coisas.
A, eu ajudo a escrever um blogger, entrem lá na área de astronomia: www.obsoletosbrasil.blogspot.com
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